Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco…
Carlos Drumond de Andrade
7 07UTC Julho 07UTC 2009 · Deixe um comentário
Categorias: Literatura
Etiquetado: Carlos Drumond de Andrade, oso ombros suportam o mundo
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