“Que bando de mulher fresca, melosa e chata!”, “Que marido mala!”
Toda novela do Manoel Carlos, e “Viver a Vida” está incluída, tem um bom ibope. Basta ouvir os comentários em todos os lugares. Gente que está acompanhando o drama do acidente da Luciana e os pequenos casos que povoam os outros núcleos menos importantes do folhetim das oito (que há muito virou das nove).
Mas uma coisa também é certa. Muitos comentam como o autor conseguiu reunir um grupo grande de personagens antipáticos, chatos, mimados ou simplesmente melosos demais.
Os dramas do Maneco tem algumas coisas em comum. Sempre favorecem as belezas naturais do Rio de Janeiro (é a vez de Búzios). E agora do exterior. Petra, Amã e Jerusalém foram um show de imagens.
As cenas, pra variar, são recheadas de ações cotidianas banais com longuíííííssimos diálogos vazios e sem importância. Algo como comentar sobre o pãozinho no café da manhã, o que fazer para o almoço, o tempo, a roupa ou outros bate-papos que levam o nada para o lugar nenhum. Sabe-lá como seguram o telespectador.
Ok, tudo bem. Até porque a coisa demora, mas quando acontece é um dramalhão e um exagero só. Iates, jatinhos, lua-de-mel de um milhão de reais, mil traições, capotamento que termina com gente tetraplégica, ricaço que vai perder tudo, duas grávidas ao mesmo tempo de um mesmo garanhão, irmão que beija irmã sem saber que na verdade seu pai não será o pai biológico da outra e por aí vai.
Mas e os chatos? Ah tá, os chatos. Foi por causa deles que essa coluna começou. Então vamos lá.
Quem não acha a Helena uma chata? É um chororô só. Uma frescurada. “Amor” pra cá, “amor” pra lá. Um jeito de falar infantil e uma tentativa frustrada de parecer uma mulher madura que não é. Nada contra a atuação da Taís Araújo. Ai, essas Helenas do Manoel Carlos!
Jorge. O irmão gêmeo chato. Um é divertido, mas o jeito almofadinha e antipático do outro é de dar preguiça. Sempre de cara amarrada. um mala! Sem falar na Ingrid, a mãe dos dois gêmeos, feita pela bonitona Natália do Vale, e que só pensa em casar os meninos com gente rica e da alta sociedade. Ah! E aquelas duas que trabalham com o Jorge no escritório, hein? Paixão? Isso é nome? Uma chatinha. E a outra também.
A namorada do irmão do Jorge, a Renata, bebe, bebe e bebe e ainda reclama que o namorado não dá atenção suficiente pra ela. Coitado do Miguel, o gêmeo gente boa e mais bonitinho (o que um cabelo não faz?). Ela é um porre! (com direito a trocadilho). Barbara Paz está arrasando, mas é outra marrenta.
A Franjinha de Morais, ou melhor, a Luciana, é a patricinha mimadinha. Ir ao casamento do pai, o Marcos, de viúva negra foi terrível. Uma mulher grande daquela quer o papai só pra ela. E ainda morre de ciúmes do sucesso da madrasta. Uma mala cheia de dentes…
Gustavo é o marido sem vergonha que vive correndo atrás da prima da esposa Betina. As cenas são engraçadas, mas o cara é um psicopata neurótico com aquela economista. Um grude. Para piorar, teve a cara de pau de sentir ciúmes da mulher. Bobagem! Um ciúmes sem sentido. Afinal é um casalzinho comum, básico, bem nada a ver, tipo Letícia Spiller com um Carlos Casagrande.
A Tereza, a mãe da Franjinha de Morais, ops, da Luciana, é aquela mulher que amou muito e não sabe mais viver sem o ex-marido, ainda que o casamento já tenha terminado há muito tempo. Lilia Cabral ainda vai acabar com a chata da Taís, ops, da Helena, por vingança.
O bicho ainda vai pegar. Isso porque a biscate de Búzios, aquela que é mãe daquela menina fofa, ainda nem apareceu grávida para complicar. Aliás, esse Marcos pelo jeito vai terminar na novela com dez filhos. Que empresario rico é esse que não usa camisinha? Ele vai falir sim. Mas de tanto pagar pensão.
E tem o pessoal do nucleo 2. Aquela japonesinha do hospital, a Ellen, também não fica de fora. O namoradinho loiro e bonitinho, o Ricardo, é só paixão e carinho e leva uma patada atrás da outra. Que mulher esnobaria um cara daqueles? Uma chata! Que fique sozinha. Manoel Carlos até já pensou num castigo pra ela. Em breve, o bonzinho vai cair nas graças da menina má.
Ah! Tem também a irmã da Helena, a Sandrinha, o Bené, namorado bandido, o caseiro Onofre, aquela, aquele…
Bom, a lista é enorme. Mas não dá para ficar sem fechar com a vilãzinha da história. A perversa e cruel irmã invejosa da Luciana, a Isabel. E olha que ela é a única filha verdadeira de Marcos e Tereza. Essa bonitinha mas ordinária ainda vai levar uns tabefes das pessoas na rua se não melhorar.
Manoel Carlos adora uma. Lembra daquela outra que maltratava os avós bem velhihos? E aquela outra chata que pegava no pé do casal lésbico da escola? Eta povo chato!
Então, quem você acha que é o personagem campeão da chatisse em “Viver a Vida”? Vou tirar a vilãzinha porque ela é mais maldosa do que chata. E ia ganhar de goleada.
Participe da enquete ao lado. E para finalizar, não brigue comigo. Fazer essa análise mostra que eu também assisto. E gosto. Nem que seja para criticar depois.
contato: catwritter@yahoo.com.br
POST DO BLOG O GATO ESCRITOR